Eu tentei, eu juro que eu tentei. Eu dei o máximo de mim pelo máximo de nós. Mas não foi o suficiente pra você, não foi o suficiente pra mim. Eu perdi minhas forças para escrever cartas, eu perdi minhas forças pra tentar fazer você mais forte do que eu. Não sei se eu consegui, ou se eu fracassei. Sei que hoje eu tô farta, e fraca. Fraca de tanto tentar, fraca de tanto dar, fraca de tanto amar. Mentir - Sentir - Em ti. Eu nunca pensei que um dia ia sentir isso que sinto por você, por alguém. Eu nunca sonhei que eu seria capaz de ter um amor tão forte na minha vida. Mas esse amor deixou de me deixar forte, pra me enfraquecer, deixou de me dar sorrisos, pra ver o meu entardecer. Eu cansei. Não dessa vez, mas de várias vezes que eu pensei estar certa, de várias vezes que eu tentei me impor por achar ser o melhor pra gente. Sua voz sempre me mostrava o caminho, mas hoje eu me perdi nas estradas. Eu não tenho forças pra deixar você ir, porque eu te amo, e você é tudo que eu sempre quis. Mas eu também tô fraca, fraca o bastante para dar mais de mim e dos outros, por você. Eu tô fraca pra tentar de novo. Eu tô perdida nas palavras. Talvez esse fosse o momento que eu precisava pra continuar. Para continuar sem ar, sem dar e sem amar. Para continuar só eu, como sempre foi. Sozinha. Para continuar a seguir fingindo que tudo não passou de uma lembrança de amor, de momentos que eu queria viver e reviver todos os dias, de momentos que eu só queria poder admirar por mais uns segundos de você dormindo e sonhando. Porque a próxima vez que você abrir os olhos... eu não vou estar mais lá. E tudo não passará de um vazio, do vazio que eu tanto lutei pra não sentir, das mentiras que eu tanto tentei fingir que não estavam ali, da falta que eu tanto me fiz presente pra não faltar, de tudo que eu sempre pensei dar o meu máximo, para ser um nada, e do meu eu que você nunca teve a chance de conhecer. Eu não preciso viver de dramas, e nem tudo se resume a isso. Se resume a sentimento, a amor, a sensibilidade, e a cansaço. Se resume a falta de forças, a querer ver sorrir, mas só ver chorar. Eu queria ter sido algo melhor, algo que fosse orgulho, algo que fosse capaz. Mas eu não sou. Eu não fui. Eu não serei. Eu te deixo minhas palavras e nossas lembranças. Meu amor, e o seu. O meu melhor sempre foi e sempre será pra você. Mas me perdoe se minha alma já não aguenta mais, me perdoe por ser menos, quando você precisava de mais. Me perdoe pelo adeus que eu demorei a enxergar. Me perdoe por te amar.
domingo, 7 de maio de 2017
sábado, 8 de abril de 2017
Devil's time.
Let me with my demons, that’s what I say when the people judge me for be who I am.
Sometimes my life is like smoke, I can’t see anything in front of me, but sometimes my life is like a hell, and the devil is on my side. Ghost stories are part of my soul, not because I’m a kind of fanatic about horror, but because my nightmares are outside of my head. I feel it, I see it and I live it. The people used to say “If you're looking for something wrong, you're going to find it”. Actually that’s truth. I realized it. Maybe my life is like a hurricane right now just because I was looking for this, or maybe God wants this to me, to my life. I think I’m not explaining exactly what’s happening to me. Let me be direct. I see demons, not dead people, I mean, dead people too, but I can see demons, I can talk to them and I can feel the Devil’s angry. Why me? I was called mad, demonic and possessed by demons. Some people need understand that this fuckin gift is given to who deserve it, or some people just need be more insane. Let me start this story. I met the devil, and I met God too, but this won’t be about God, so if you have a religion like “God is the way” or don’t like ghost stories just stop reading this shit.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Saudade particular
Aí você percebe o quanto você precisa de carinho, o quanto receber é tão bom quanto fazer. Você só está cansada de ser excluída de coisas, ou esquecida no lado, sem saber o que acontece. Você está cansada de ser aquela menininha que implorava carinho de pessoas que talvez nem saibam o real significado de amar, de se doar ao outro. Às vezes dá saudade, aquela saudade apertada no peito de algo que nem sequer aconteceu, a não ser na sua cabeça. E aí vem as lágrimas, de tristeza, agonia, e mais uma vez de saudade. Ah a saudade! Às vezes tão intensa, e às vezes tão breve quanto aquelas chuvas momentâneas de verão, mas você sabe que onde há saudade, há amor, mesmo que não tenha sido real, você foi capaz de imaginar, de acreditar, de sentir, e de acima de tudo, amar.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Deixar
Eu só quero ir embora, poder gritar no vazio que tem dentro de mim, poder eliminar aqueles sentimentos e agonias. Pedir ajuda a quem entende, a quem me surpreende, sem medo do que virá e do que me julgará. Quero deixar essas malas com roupas do avesso, e lágrimas que já estão cansadas de escorrer constantemente pelo meu rosto, quero abandoná-las pelo chão que me causou isso, pelo chão que insiste em me deixar bamba e prestes a cair. Estou cansada de passos curtos e pensamentos distantes, cansada de quem quer muito e demonstra pouco. Ser a outra opção de vida nunca foi a minha primeira escolha. Quero o poder do desapego do que é banal, e do que é irreal. Rezo por menos destinos que me machuquem, por menos caminhos desiguais. E tudo que eu quero é ir embora e deixar para trás.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Demônios
Quando os dias são cinzas e frios, e nós somos os mesmos feitos pela inveja de todos os nossos sonhos derrubados. Sozinhos pelo nosso caminho ao inferno, eu fui a pior palavra dita por um pecador. Não quero esconder a verdade, mas tem uma fera dentro de mim, não importa o quanto respire, não há onde esconder. Ainda estamos sendo feitos de inveja, dentro da nossa própria cova, e o meu reino está se formando. Não chegue tão perto, é escuro aqui dentro, é onde meus demônios se escondem, e de onde seus anjos fogem. Quando se é chamada pela luz, e ela se apaga diante de nossos olhos, o caminho volta a ser usado por todos eles. Não quero deixar você mal, pois isso tudo foi por você, mas eu vou esconder a verdade, pois não importe o quanto respire, essa é a minha escuridão se formando, e seus anjos me deixando. Eles dizem o que querem e não o que sentem, eles deixam partir e se quebrar, mas eu posso ver essa luz se você me mostrar. Se você pode enxergar o preto nos meus olhos, poderá ver os pecados que cometeu por uma grande inveja e pouco sacrifício. Não importa se ainda estamos de pé, não importa o medo que sentimos porque o meu fim já esteve no nosso caminho antes. É questão de fé, é questão de alma, então deixe ir para que possa voltar, meus demônios se esconderão na inveja novamente, e estará sempre frio aqui dentro não importa o quanto implore por uma vida de perdões.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Sinfonia
Dos cantos das paredes a música vem a tona, a melodia melancólica com seu distúrbio eminente. Diante da sombra de um confronto a sinfonia se conforta, deixando à Nosferatu a perda do seu domínio inquieto. Orquestrada pelo seu público, tocando um violino de rosas vermelhas, aguardando em sua era o tempo de uma vida inteira. A pressão de suas cordas dedilhadas com sua harmonia em sintonia, como um maestro e suas teorias. De sempre e para sempre em um rumo musical, de um passo à uma distância de seu inferno astral. A marca se define com o ritmo todo, e a sinfonia termina para que tudo possa começar de novo.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Eu não sou nenhum anjo
Cansei de ouvir sobre a minha queda, daquela que me fez renunciar
tudo que um dia acreditei. Quantas vezes eu terei que voltar para o fazer crer em
mim de novo? Quantas vezes eu terei que me perder, e ver que as asas que caíram
sempre estiveram em mim? Eu não sou nenhum anjo, eu não me visto de branco, nem
estou em forma de proteção para os outros. Sempre andei entre espinhos, e com um irônico
sorriso desejando sua ida para o inferno. Sempre fui um veneno, e continuarei sendo para todos que tiverem a audácia de morder mais uma vez aquela maçã. Mas aqui estamos, separados outra
vez, pelo orgulho, pelo pecado, pela descrença, e pela ambição. E eu cairei
quantas vezes forem preciso, para provar que nem sempre o caminho certo é o
dele, e que nem sempre as coisas são como nos mostram em livros. A ironia da
escuridão nas veias, no sangue, e em tudo que é sagrado. O desrespeito, a
vulgaridade, e com isso tudo ainda ter a dignidade de realizar o que foi
pedido. Mais uma vez no chão estamos, e por baixo dele nos cobrimos do mal que
nos desejaram. A mudança da cor, da raça, do amor, da dor. A mudança de verde
para o branco, de branco para o preto, e de preto para o vermelho, colocando o que
bebemos por anos derramado em nossos braços. Tantas influências e controles sobre os
mais fracos. A fraqueza, ah, a fraqueza, aquela que faz o nosso desabamento
necessário, a que transforma nossa fé em perdições em quanto atravessamos a
colina acima. Das nuvens eu vim, do fogo ressurgi, de cima eu cai, e de baixo
eu me ergui. Mas hoje, eu não sou nenhum anjo.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Madness, Sin and Horror
He had scratched all the gray walls of your choices, but his thoughts were still showing the agony of a suicide aura. The melancholy ran down in his sweat, defining his worst moments of a crossing through hell, where his sins were shown every breath of the devil. The flames left his horror show, and his courage was cowardly near his fears, transforming your sleepy state into madness of a disappointment. His unconsciousness took his vital signs throb in the sense of his only way. His trauma was reflected in the sins of his suicide, with lust at a high level, and his avarice poured around his body lying on the stairs. Each behavior exposed to the tragedies made by his own hands bloody from hysteria, hysteria of his death. The madness used in each of his sins, leaving his recipients all the horror that his scribbles meant.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Remédios Diários
Aprendi que quem faz o bem sem nada em troca, recebe ele de volta.
Aprendi também que a fé move montanhas, mas que você precisa acreditar que você
também é capaz de movê-las. Algumas vezes você dará valor demais a alguém que
irá te machucar, mas isso não será algo para se guardar, pois um dia a vida
cuidará disso por ela mesma. Nós temos muitos familiares, mas são poucos que
mostram o significado real da palavra família. Aprendi que nossas verdadeiras
amizades são aquelas que distância nenhuma consegue muda-las. E que com o medo
nós ficamos pra trás, pra trás dos sonhos, e das vitórias. Se arriscar pelo que
quer, é bom. Mas será melhor se sua coragem não prejudicar ninguém pelo caminho.
Aprendi que remédios que te fazem dormir, talvez estejam tirando horas da sua
vida que poderiam ser inesquecíveis. E que nenhum comprimido será capaz de te
deixar melhor, se o melhor não vier de você. Há esperança, sempre, mas você tem
que carrega-la com você. E se um dia perde-la, lembre-se que nem tudo está
perdido de verdade, e que as lembranças ficaram no lugar dela. Às vezes
ignoramos nossos sonhos, pois eles parecem impossíveis, mas se fossem impossíveis,
você não seria capaz de sonha-los. Aprendi que exercícios fazem bem pra saúde,
mas que não existem momentos que substituam um bom filme e besteiras para
comer. Drogas? Apenas drogas. Aprendi que de vez em quando é bom trocar a
perfeição por seus defeitos, e que a sanidade nem sempre vai te levar ao
caminho certo. “Rotina” e “o que é diário” deveriam ser usadas com sentidos
opostos. Nem toda rotina é boa, mas se você aprender a sorrir para os outros,
com certeza sua rotina irá melhorar. O “foda-se” ficou no lugar do perdão, mas
aprendi que sem o perdão ninguém consegue seguir em frente sem todo aquele
peso. Às vezes você esquece, você não quer, mas esquece, e isso não significa
que algo não foi importante pra você, mas talvez esse algo tenha se ausentado
por tempo demais, e hoje ele não faz mais parte do seu para sempre. Aprendi que
não devemos jogar fora nossa vida, e que devemos fazer de remédios diários,
nossos pensamentos positivos.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Luzes
Um mesmo tiro de luz fez com que eu perdesse tudo. Eu fui
perdendo minha mente, perdendo minha mente, meu controle. É difícil ver o que
esta tão fora de mim, esperando sempre por um drama para poder me animar. Com o
fogo subindo pela minha própria direção. Eu estou vendo tantas lembranças ruins
indo embora pelos meus olhos, e tudo o que importa agora é seguir em frente. Estou
esperando que tudo se acalme de novo, apenas se acalme, se acalme. Aquelas
luzes por volta do tiro de novo, pedindo para que você venha para fora, para
fora por agora. O zumbido no parque gira minha cabeça em volta do sol que
ilumina a nossa estrada escura em volta de nossos pés. Com metade do que tenho
agora, vamos apenas balançar para que os sonhos venham até nós, e nossos olhos
voltem a enxergar aquelas luzes por agora. Então mais uma vez siga aquelas
luzes, balance para ser aquilo que desejou. Aquelas luzes sem mentiras, para se
acalmar, acalmar. Tudo ficará na calma, mesmo tendo perdido minha mente e meu
controle. Vamos descansar com o que queremos ser, com todas aquelas luzes. Vendo
essa estrada tão estreita, pela metade que me cegava, pela metade que me fazia
perder. E tudo que eu esperava está chegando, está chegando. Mais uma vez
olhando para trás, mais uma vez dando adeus ao que me prendia para trás.
Aquelas luzes estão voltando, aquelas luzes do sol estão me guiando, por agora.
domingo, 18 de agosto de 2013
Âncora
Em apenas um lugar que possa ser chamado de meu, e um amor
que possa ser guardado ao seu. Uma voz guardada para eu chamar de minha, sonhos
e tudo que eu pensei que já tinha. Quando descobrimos que a distância é maior
do que podemos alcançar, ou quando vemos aquelas pessoas indo embora com tudo
que deveria ter se realizado em nossas mãos. Dando um passo para trás pra saber
onde eu me perdi, onde eu cometi tantos erros que seriam a reflexão do que
sinto agora. O que eu vejo? Meus olhos estão embaçados pela chuva que eu criei.
Queria entender mais do que ter apenas pequenas razões para desabar. Eu me
lembro de quando segurei sua mão e você prometeu me guiar, mas agora só consigo
enxergar seus passos se distanciando, com a minha âncora em seus ombros, me
deixando pela sua fechadura. Eu desejaria ver o céu como eu via antes, com
todas aquelas estrelas capazes de me mostrar o que foi escrito nas minhas
linhas tortas. Ao som do mar poder tocar em um piano como se fosse a última vez
que tivesse aquela visão, a última vez que tivesse aquela música nos meus dedos.
Em seu olhar ver meu reflexo, e meu orgulho sendo quebrado em um espelho. E com
tudo enterrar o que me fez mal, junto com os anjos que abriram as asas para me
colocarem em seus braços. Mais uma vez sentir o que é divino a me proteger, e o
que é maligno se afastar do meu alcance. Com todo aquele ódio derramado nas
minhas lágrimas, eu queria ter tido o dom do perdão. Eu deveria ter
arrependimento em cima de toda a carga que carreguei, e então ter o amor de
volta para poder manter sua presença perto de mim, junto com todos os meus
sonhos que um dia foram amassados e abraçados. E hoje, por mais que eu tente me
equilibrar, minha força é em vão. Finjo esquecer e deixar com que tudo que eu
acreditava volte a me guiar, mas sua porta nunca foi fechada para eu poder
realmente dizer adeus.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
O Vestido
A interpretação bastarda dos ouvintes perante ao rei. O clamar contente pelo reinado despido de imoralidades. "Vida longa ao rei", era gritado por plebeus em suas vozes rocas. "Deus salve a rainha", era pronunciado pelo seu amante entre os comerciantes. Em um vestido caído sobre sua macia pele, a rainha guardava seu segredo entre tais vestes, e o despertar de sua libido por baixo de suas jóias. Aquele que ousou tirar a pureza e dignidade de sua própria rainha por trás de cortinas reais, aquele que teria sua cabeça arrancada a sangue frio se não fosse pela paixão que lá havia. "Deus salve a rainha", foi pronunciado novamente, e em seu andar de nobreza, sua rainha desceu os degraus perante o seu povo no hall. O vestido deslumbrante escorregava pelo chão, tendo a atenção que deveria ter sua coroa. Em um ato de prazer aquele vestido tinha sido arrancado, e perante a ocasião, recolocado. Em orações perante alguém, suas preces tinham sido em vão. O último degrau pisado, e durante seu ultimo suspiro forçado ela pôde olhar para o seu verdadeiro amor, aquele que um dia seria o motivo para ela deixar seus aposentos reais. Agora nas mãos do rei, seu amante admirava intrigado, o vestido de sua amada, que logo por outro seria rasgado.
sábado, 23 de março de 2013
Dose de época
"Por favor, mais uma dose". E enquanto a bebida cortava minha garganta, o som do violino parecia limpar minha mente de todos aqueles desagrados sentimentais. Aquela infelicidade por mostrar felicidade. Como aquelas pessoas sorriam pra destinos que não tiveram chance de mudar, para escolhas que não foram suas. Toda aquela simpatia de época me dava nojo, embrulhava meu estomago. Como podiam amar alguém que não puderam conhecer, ou simplesmente brindar a alegria infiel de outros. Estava completamente desgostosa com aquelas luzes e passos de dança repetitivos. Queria um cigarro para aumentar aquela fumaça de ingratidão e falsidade. "Quem é aquele rapaz?". Eu me perguntava no meio de tantas cinzas. Minha cabeça rodava conforme as cordas se movimentavam, minhas mãos tremiam como a de um drogado imune. Drogas, será que imaginavam que isso estaria sempre presente? Quando me levantava para ir até o bar, notava o meu vestido longo arrastando no chão e trazendo toda a pureza de uma mulher antiquada. Queria apenas mais uma dose, uma dose que pudesse me fazer esquecer. Quem me conduzia naquela noite era o meu passado e nada mais além dele.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Lembrar
Quando ela era pequena, costumava ouvir histórias sobre
monstros e fantasmas, e ler pequeninos livros sobre princesas e príncipes
encantados. Filmes de terror ou de contos de fadas estavam sempre ao redor de
sua televisãozinha. E em torno de sua pequena cama, ela mantinha quem sempre
esteve ali com ela. Parecia uma boneca, de tão delicada, mas sua mente era
perversa, e até um pouco fora de época. Ela gostava de rock, e talvez de um
pouco de pó mágico para poder voar, mas sua imaginação ia além de coisas
passageiras, ela era infinita. De vez em quando podia se perder no encanto de
sorrisos, e tentar atravessar a fronteira para a Terra da Nunca. Ou podia tremer
por sentir que alguém iria deixa-la, e mais uma vez abandonada iria estar. Sua
princesa andava ao lado de sua dama da morte, e ela podia escrever contos que
nenhum poeta ou contador de historias jamais imaginou escrever um dia. Às vezes
ela podia fazer o inferno subir a terra, ou a terra ir para níveis mais baixos.
Mas ela podia também fazer com que anjos dormissem do seu lado. E apesar de
tudo ela estava sorrindo, e apenas admirando o lago a sua frente. Ela poderia
fazer de tudo uma monotonia, mas ela preferia arriscar e saber até onde sua
mente a levaria. Enquanto isso, ela voltava para a cama, e ao encostar a cabeça
no travesseiro de penas ela apenas pedia: “Ilumine-me e proteja-me, mas deixe
que a luz dele brilhe sempre mais que a minha.”
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Ser Mulher
Ser
mulher é ter um lado de sua infância guardado. É saber assistir jogos de
futebol ou de basquete torcendo realmente por um time. É gostar de super heróis
não pela sua beleza e sim por seus poderes e vitórias. É dançar a noite toda,
suar, e conseguir manter seu perfume. É poder comer o que gosta sem paranoia de
que irá engordar e ninguém irá querê-la por isso. É saber se divertir em um
campo ou rir de suas próprias palhaçadas. É poder sorrir apesar de tantos
problemas. É poder chorar sem medo de a maquiagem escorrer com as lágrimas. É poder
estar longe e mesmo assim ter o controle e o poder de cuidar de tudo que
importa. É manter a cabeça erguida mesmo depois de machucada. É saber pedir
perdão até por erros que não cometeu. É estar disposta a largar todo o trabalho
do dia apenas para estender a mão para aquela amiga que acabou um
relacionamento. Ser mulher é conquistar todos ao seu redor com delicadeza e
simpatia. É saber que beleza e inteligência podem andar juntas. É saber que
cada um tem seu jeito de ser, e aprender a conviver com isso se quiser aquela
pessoa em sua vida. É saber dizer adeus mesmo nas piores horas. É ter defeitos
e assumi-los sem vergonha do que vão falar. É discursar diante todos, mesmo
estes estando contra sua opinião. É saber a diferença entre fazer amor ou sexo,
e até mesmo preferir um ao outro. É sentir desejo, tesão e não esconder isso. É
ter a loucura a flor da pele e ser feliz fora dos padrões normais da sociedade.
Ser mulher é ouvir desaforos e manter a classe o suficiente para só gritar com
a cabeça afundada no travesseiro. É perder a paciência, bater a porta na cara
de alguém e depois surpreendê-lo com um café na cama. É ser sensual e sexy sem
precisar de um short curto ou de um enorme decote. É dizer que ama alguém e
saber que aquele amor é real. É sonhar e saber que aquele sonho poderá ser alcançado
com determinação e fé. Ser mulher é sair de um casamento e ir em direção à
praia, sem ter problema em molhar o vestido ou em descer do salto. É ter em sua
boca o dom de falar palavras tão doces quanto à maciez de sua pele. Ser mulher
é se apaixonar pela simplicidade, e ter seu mistério todo em apenas um olhar.
domingo, 15 de julho de 2012
Minutos de uma vida
À medida que o tempo vai passando, minha força ao seu lado
vai aumentando. A cada passo dado, a cada lembrança vivida, a cada vitória e a
cada partida. Das prioridades na vida, você esteve sempre no mais alto patamar.
Cresci, construindo meu caminho com você. Destinos diferentes, desejos iguais.
Os minutos passam, e o relógio irá parar no momento em que tivermos que deixar
uma a outra. Se um dia a bateria acabar, eu irei até o inferno recarregar, mas
jamais deixarei a nossa história de um fim participar. Ninguém sabe com quem
está falando ao estar comigo, só você. Eu posso ter tentado manter minha força
algumas vezes sem você, mas nada fui e nada serei. Se um dia sua felicidade
acabar e não souber onde ou como encontra-la, eu estarei aqui, e lhe darei toda
a minha se for preciso, não sei ser feliz sem poder ver seu sorriso. Tudo
ficará bem, eu prometo. Por mais que eu não possa te ver, eu sei que está
sempre aqui, e permanecerá. Nós temos mais do que um filme, mais do que uma música,
mais do que qualquer pessoa teria, nós temos nossa vida, nós temos uma vida. Eu
direi adeus um dia para morrer, mas do céu estarei, levando o ar até você, e te
mantendo aquecida em qualquer inverno. Em tanto tempo é difícil falar qualquer
coisa sem que lágrimas escorreguem pelo rosto. Nós temos toda a diversão, todo
o amor em apenas um laço de irmãs. Perdoe-me se deixei alguma cicatriz em você
ou se não fui capaz de fazê-la ficar bem depois de alguma decepção, perdoe-me por
faltar quando alguma chuva inundou seu mundo. Dê-me mais uma chance, segure
minha mão e não deixe que nesse novo caminho eu siga sozinha. Minha oração é
feita por você, e meus pedidos são que seus sonhos estejam ao seu alcance.
Lembre-se que você sempre vai ver a mesma lua que eu, em tempos diferentes, mas
em um mesmo céu, em um mesmo coração. Sem você eu não seria nada do que sou,
você não é responsável pela minha metade e sim por tudo que me completa. Eu
disse que um dia a separação chegaria, mas prometi que não deixaria isso afogar
o que existiu e o que guardei. Perdoe-me por partir, e por não estar mais com
as mãos aqui para você em breve. Você sabe que o de novo existirá sempre pra
nós, mas agora não temos para onde correr. Fique perto de mim, e faça disso
mais uma história de nosso caminho. Será em seus braços que ficarei quando os
anos passarem, será sempre em seus braços que me apoiarei. Faço das minhas
lágrimas um sorriso seu para que disso eu nunca esqueça.
Vilarejo
O sol caia enquanto a luz do luar se erguia. Em um fim de
tarde agradável, bares levantavam suas portas, mesas postas, prontas para sua clientela
sigilosa. Suas ruas alagadas faziam com que tudo ficasse mais úmido, o vento
que batia nos rostos era leve e arrepiante. Luzes acesas vistas por fora de
janelas, enquanto famílias permaneciam em suas casas esperando pela escuridão.
Claridade em um vilarejo tão distante como todos que passaram por lá. Suas
placas dos séculos passados, guardando recordações de escritores e pintores que
ali estavam. Ruas de pedras, mas não a estrada de tijolos amarelos de OZ a ponto
de leva-lo a onde precisava, apenas levava para onde mais desejava. As nuvens
davam espaço às estrelas que ali iriam aparecer. A música começava a tocar, e o
pianista mantinha todos ao seu
redor a dançar. Homens com seus pincéis em
busca de um rosto feminino capaz de esbanjar delicadeza e sensualidade. Alguns
com tintas e papéis para seus sentimentos e histórias saírem em forma letras. Outros
provocando os que estavam à beira de cometer pecados e cair em tentações. Todos
estavam em seus lugares, com seus livros, telas, ou apenas com um copo de
bebida na mão. Mas quem ali estava, buscava algo de diferente por aquele
vilarejo, algo que só iria aparecer séculos mais tarde ou que tivesse aparecido
séculos antes. Pintores e escritores permaneciam em seu próprio mundo, mas
todos com visões de outras épocas.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Pesado pesadelo
Em um mundo imaginário entrou, sem promessas de volta, seu
espirito ficou. Monstros surgiam em sua mente, e anjos fugiam de seu tormento. Era
um quarto escuro com duas pessoas meramente conhecidas, uma janela para decida,
que mostrava cenas passadas para serem restauradas e revividas. Em segundos,
imagens apagadas, passos derrotados, sapatos rasgados. As pessoas sumiram por
baixo de lençóis, sem deixar vestígios de para onde partiram e se foram sós. Uma
porta a ser aberta, um medo do desconhecido que habita o outro lado, e do que
poderá ser encontrado. Ao abrir, pessoas amarradas surgiam, e para muitos seus
caminhos não existiam. Almas desnorteadas, um labirinto em um manicômio, com
uma fé e seu abandono. Mascarados e pintados aterrorizando quem se atrevesse a
sair de seus quartos mofados. Correntes clichês, dignas de filmes antigos,
bizarros e com ar de assustador medíocre. Todos com direções opostas,
recordações imaginárias e levezas compostas. Entrara novamente em seu quarto,
fugindo do escuro, por trás de escadas amaldiçoadas e destroçadas. Deitada na
cama ficou, em seu próprio tempo parou, chorou por querer partir, até que
alguém do seu lado ficou, pronta para ajuda-la a prosseguir. Podia gritar para
ser acordada, sendo ouvida por quem estava do outro lado, gritava e gritava: “Acorda,
acorda, já está tarde para quem esteve na cova”. Até que seus olhos abriram, e
de volta em seu quarto seus pensamentos diminuíram, com travesseiros ao seu
redor, e seu lençol enrolado com um nó. De seu pesado pesadelo saiu, e no além
a sua porta de entrada surgiu.
domingo, 3 de junho de 2012
Maturidade
Sou imaturo por amar de mais, por perder demais, por errar demais. Sou imaturo por pensar demais, imaginar demais, sonhar demais. Imaturidade por querer, por correr e por se esconder. Talvez uma imaturidade por estar no caminho certo para mim e no errado pelos outros. Ser imaturo por uma atitude ou uma palavra, por demonstrar o que sente e falar o que acha. Uma pequena imaturidade por mentir um horário, passar por um atraso ou apenas por querer tudo. Sou considerado imaturo por dizer que posso aprender qualquer coisa, sentir qualquer coisa, e amar qualquer um. Sou imaturo por dar minha opinião, porque querer do meu jeito, por talvez ter dificuldades que outros não tenham. Imaturidade por beber, por um dia me drogar, por transar. Uma imaturidade por ter diversão e obrigação. Imaturo por não ter a capacidade de passar noites em claro apenas concentrado em trabalho. Imaturo por sorrir para quem não merecia. Imaturo por sofrer de menos por quem merecia lágrimas demais. Sou imaturo por gritar ao mundo e me virar contra ele quando necessário. Sou imaturo por bater o pé no chão para pegar impulso para um longo voo. Tanta imaturidade por não ser um espelho, não ter o reflexo de outros, e ter a consciência limpa em cima de qualquer atitude tomada, de qualquer lembrança requisitada. Sim, imaturidade, por não deixar que entrem na minha vida para estraga-la, por não permitir que queiram mudar ou destruir qualquer sonho que há em mim. Sou imaturo por ter a mente aberta e por aceitar todos do jeito que são. Talvez eu seja visto como imaturo pela minha idade, ou por estar à beira de um abismo e saber rir da situação. Uma imaturidade madura, aquela em que posso ser quem sempre quis, mudando ou não o mundo, fazendo ou não uma história, apenas eu, aquele em que a maturidade é grande o suficiente para saber que para o meu caminho eu tenho os melhores planos, e somente eu sou capaz de muda-los. “Idade são números, maturidade é cabeça”.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Eu estou viva
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