Por que essa barreira? Por que esses ponteiros pelo chão? Quando podíamos estar assistindo nossas pegadas, mas você, você nunca viverá aquilo novamente... Então olhe pela janela e lembre-se da sua vida, olhe pela janela e veja que não tem mais ninguém lá, olhe pela janela e de adeus às nuvens acinzentadas seguindo seu rumo atrás do sol. O céu estaria mais iluminado se pudesse ver sua mente e tudo que nela você quis esconder. Disse que estava tão distante, mas não pode ver que o que procurava estava dentro de você. Por que voltar e descer um degrau se estava tão próximo de subir para o melhor? Só distribuiu lágrimas para poder dizer adeus sem pronunciar. Implore, peça, mas nunca volte a trocar qualquer olhar por mais sincero que possa ser, depois de ter conseguido destruir quem mais pode amar você. Não posso esquecer amanhã, nem pensar em como você saiu por aquela porta sem desejar que alguém segurasse sua mão. Pode ir, ir para longe, para um lugar em que talvez te aceitem rodeado de farsas. Essa noite aquelas promessas estarão tentadas a desaparecer para sempre. Essa noite vamos lembra dos últimos dias que falamos do fim. Sua voz está indo embora com o eco das batidas que deu na porta... Está partindo como as malas que fez antes de cada viagem. Quando deixamos de sentir o que tocamos, significa que o toque se perdeu em outros sentimos. Seu rumo será feito se você puder sobreviver a cada perdão que sua boca não pode soletrar.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Tempo ou Deus?
Podemos dizer que o tempo cura tudo, ou que o tempo fará com que o que deve partir, parta. Não conseguimos vê-lo mais sabemos que está lá, sentimos passando, mas não prestamos atenção e muitas vezes não o reconhecemos, nem damos a chance a nos mesmos de aproveita-lo. O tempo é algo curioso, algo que envolve mistério e duvidas. Falamos que com o tempo tudo ficará bem, tudo voltará a ser como queríamos. Argumentamos o quanto o tempo pode ser bom na nossa vida, para várias expectativas. Dialogamos sobre dúvidas em que o tempo possa ou não parar, não existir... Mas como haveria um mundo sem tempo? Como as coisas existiriam se não existisse algo para defini-las? Sim, tem um tempo bom por vir, um tempo glorioso, e talvez traga com ele fortunas que em tais pontos de vistas nem sejam merecedores. Não fortunas comuns, e sim fortunas divinas ou neutras. Temos o tempo do mundo, a força sobre nós. Não podemos perder tempo, de um modo que nos esquecemos de agradecer o que é necessariamente desnecessário aos nossos olhos. Transferindo escuridão ou iluminação, depende de como desejamos vê-lo. Um modo certo e iluminado é preferencial, afinal o tempo não é, e nunca será castigador e mal intencionado. O tempo estará sempre presente, independente de notarmos sua luz, ou não. Poderá apresentar chuvas, tempestades, que em seguida mostrarão como foram feitas para o melhoramento. Alguém já viu uma flor crescer sem ser regada? Ao longo do tempo sentimos que tudo está bem, que tudo não passou de um mal entendido ou de uma ilusão. Somos capazes de substituir o tempo por um nome capaz de milagres? Alguns chamam de “tempo”, eu chamo de Deus.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Apenas um adeus
Estive tão pra baixo esses dias, sentia medo pela pergunta que assombrava minha cabeça... “O que você quer de mim?”. Sem perdões, apenas corri para pedir, ”por favor, me dê um segundo da sua atenção”. Apenas percorri pelas sombras que vagavam atrás de mim. Olhando como você falava da minha doçura e de como iria sempre me proteger e ser a perfeição em que eu buscava tudo. Por mais que tentasse me segurar você sempre soube que minha vida seguiria. E hoje quero parar de cair por você. Caímos juntos enquanto eu pedia apenas que sentisse orgulho de mim. Tentei fazer de você meu herói e só consegui que lágrimas escorressem através de visões apavoradas. Sentia-me forte ao te segurar no colo pela água, mas você afundou. Aquela droga me faz lembrar as loucuras das nossas cabeças, você sempre esteve tão perto e agora parece apenas ser uma fumaça acinzentada. Se estivesse aqui como seria o amanhã? Eu tinha dificuldade para demonstrar qualquer amor, mas aquele abraço foi o mais sincero, acredite nisso. Seu jeito me fazia rir, e tentar dar o melhor de mim. Você dizia que tudo iria ficar bem, que fases ruins passavam, mas a única coisa que vejo é meus pés longe dos seus. Lembra-se de quando me carregava em uma cadeirinha? E dos passos largos que nós dávamos pela sala, como uma valsa? Lembra-se de como éramos parecidos? Queria voltar ao tempo que eu só chorava porque negava uma diversão, e não por ter perdido você. Cada brinquedo quebrou ao cair no chão, esmagados por um ódio que representava mais do que descendentes. E agora você se vai a cada dia, desaparecendo como se estivesse indo muito além do que vejo. Estive do seu lado em momentos que ninguém mais poderia ter tanto significado, mantive meus braços ao seu redor te protegendo de venenos e salivas tóxicas. Eu seria sempre a que dormiria com os anjos, principalmente aqueles que teriam o nosso sangue. Mesmo quem partiu sussurrou nos nossos ouvidos o quanto deveríamos ter voltado e entendido. O orgulho é algo que nos destrói enquanto falamos de decepções e deslizes. Despedacei como aqueles copos quebrados, como aquela mala feita por uma inocência restrita. Se um dia eu não conseguir me despedir, saiba que tudo que fiz foi para tentar te fazer sorrir. Não foi a falta de amor e sim a falta de perdão que fez com que nos perdêssemos nesse tempo em que a saudade é a única coisa que resta. Meu último pedido é que segure minha mão e dê mais uma volta comigo.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Desastres

Em tempos que o veneno escorria pela sua boca através da sua voz rouca, refletida pelos ecos das suas mentiras. Cortando as ilusões percorridas nas veias. O que transcrevia deixava caído nas razões que chegaram a lugar nenhum. A intoxicação não deixaria que seu final fosse descoberto por menos do que simples escuridão. A coagulação era a mesma de quando desejava lembrar-se dos que rodavam sua cabeça, dos que completavam seus temores e tremores. Afundou em promessas que só conseguia dormir enquanto estava em solidão de sonolência. Talvez seus planos fossem para partir a dor que alguns estendiam para você. Sobre você foi apenas tortura que o perdão jamais valeria, com um “tudo bem” em ter alguém confiável tendo seu melhor tempo ao seu lado. Você foi melhor que seus enganos? Melhor que seus gaguejos perturbadores a meia noite de um pesadelo? E se todos cometessem suas estupidezes pelo simples prazer de ver os outros perdidos? E se ao longo disso estivéssemos em um longo final que apenas queimaria naquele fogo que mantivemos com tanto pudor? Deixe que seus vidros cortem o que você um dia já teria destruído. Você pretendia uma loucura, um amor, uma chance, uma razão... Tudo que não passou de um nada, de ferimentos, de desastres. De novo foi cedido e talvez sua felicidade estivesse amargurada demais para continuar. Suas paredes não tinham mais o suor transpirado pelos suspiros que deixávamos sem nos importar. Dando a volta e assistindo de fora o que estava prestes a repetir por diversas vezes, aquele desastre, o mesmo desastre. Suas cartas estarão distribuídas por todo o seu julgamento naquele purgatório que tanto rendeu promessas divinas. Então diga agora que não sabe brincar com fogo. Aquela zona por quem seria o preferido, por quem estaria dançando em seu chão despedaçado de infelicidade. Sem rótulos para o que já estava perdido, e para o que seria abandonado. Essas palavras não servirão se não souber limpar o que anda derramando por trocas. Em um caminho com tantas portas a sua deveria ter sido a que nunca dominaria a chave.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Adocicada
Alguns anéis mudaram as fotos de sustos para algumas questões. O relógio marcava destruições e os movimentos que talvez estivessem certos. Tentando, tentando para segurar a cabeça no lugar. Mentindo, mentindo para manter seu lado em segredo. Em uma fila que só tinha suas faces deferentes para mostrar em que acreditar. Partir dando o seu melhor, adocicada para facilitar suas linguagens. Sem razões, mas seus problemas não eram demais para aquela pequena imagem. Várias portas para serem abertas, e apenas passos para trás poderiam ser dados, esperar, suspeitar, sabendo que alguma surpresa atracar. Sem ver qualquer coisa que queria prestigiar em sua volta de alegrias subentendidas. Adoecendo para não se apagar sem ter suas vantagens que iriam causar tantas fixações. Tão curto o que sentia, em mãos tremulas cogitadas a transformar seus arranha-céus. Tão grandes seus milagres que esfriavam o vento que batia em rostos embaçados. Uma fumaça atravessada na janela de cordas colocadas por segundos. Marcas nas paredes que sangravam loucuras e letras de desastres. Caindo por levantar tão rápido por nada transfigurado. Drinques transbordavam dos copos queimados em carbonos. O nunca foi dito como a última palavra de quem sabia o significado de para sempre.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Pesadelo Importuno
Ela abria os olhos como se sentisse outro dia repleto de imaginações ou de coisas desfeitas, estava vestida de branco. Seu blusão aparentava transparência que suas atitudes já tinham desistido de demonstrar. O som da chuva em sua janela fazia com que seu tempo apagasse resíduos pesados que vagavam pela sua pele. Por trás daquela porta ela se lembrava de quando as promessas foram quebradas, de quando era admirada por outros olhos. Pegava sua xícara e sentia no gole a acidez de tantas mentiras que só aquele quarto conhecia. Dizia para si mesma que aquele jogo não deveria nunca ter começado, e nenhuma chance deveria ter sido dada a quem só desejava repor sua distância. Olhava para o tapete e via todas as roupas que foram jogadas por tormentos propositais. Seu tempo corroía tudo que voltava a tona na sua cabeça. Pedia para parar pelo segundo em que sentia todos que voavam ao redor. Virava devagar apenas para poder olhar os lençóis rasgados, os vidros quebrados, os móveis despedaçados. Tantos livros espremendo cada cinismo que palavras opostas antes significaram. Ir tão longe com os pés descalços, acabar com o choro ao longo do caminho e sentir as advertências que deveriam ter-lhe sido dadas. Verdades por um dia, mentiras por trás da outra. Não queria mais procurar, não queria mais voltar atrás... Só desejava partir. Fazer com que apenas borboletas dessem a ela uma segunda chance, um recomeço para levantar voo. Seu colchão exalava perfumes derramados, no lugar onde tantos sutiãs já teriam sido arrancados. Ela apenas fechou os olhos e respirou fundo para que tudo não passasse de um pesadelo importuno.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Pray
Eu apenas quero poder dormir essa noite, sem me preocupar com o que passa na tv, com o que está todos os dias nos noticiários. Tantos papéis estão voando enquanto alguns estão chorando longe de suas casas. Bons tempos não voltam mais? Então me diga, por que tantas promessas? Eu gostaria de fechar meus olhos, e ver que tudo está conforme alguém maior desejaria. Todos podendo ter seu jantar, seu lugar para se esquentar. Vou partir sem um sorriso daquela criança que apenas se comunicava com seu olhar? Ela só queria uma chance, uma chance de ter um dia melhor. Não adianta pedir para quem está nos governando? Então podemos fechar os olhos e rezar para que alguém lá em cima nos escute. Vamos todos fechar os olhos e desejar que nenhuma lágrima a mais seja derramada. Então me diga por que não acreditamos que podemos ir contra isso? Hoje fecho meus olhos e peço que... Aqueles papéis sejam desenhos onde crianças podem ver suas famílias, ou que cada promessa seja um amor ou um carinho para alguém. Perdemos o maior que podemos ter, então vamos dar uma chance a nós mesmos e rezar. São tantas respostas que procuro enquanto dou o melhor de mim para ajudar quem nem teve a chance de ter sua infância construída. São tantos espelhos e tantas pessoas orgulhosas do que estão vendo. Mas o que está atrás de tantos vidros quebrados? Algum plano para mostrar que o amor está além de como nascemos? Então me diga por que vivemos de vícios ruins? Por que não podemos transformar nossos sonhos em simples ajudas? Podemos conversar sobre o que quiser. O que acha de começar olhando para cima e agradecendo o que lhe deram? E agora? Consegue ver o que poderá ser feito pelos outros se você rezar? Quando vamos parar de fazer uma guerra por algo que só transmite amor? Pode me dizer por que elas ou eles não têm a chance de mostrar o que sentem? Um melhor dia eu consigo ver, quando fecho meus olhos. Seria apenas uma noite, ou uma manhã onde todos poderiam ter seu amor aceito? Ao fechar os olhos vejo as ganâncias sendo transformadas em lençóis para os que necessitam. Ao fechar os olhos posso ver além daquele mar cinza, além das chances que perdemos. Minha última oração essa noite será a que farei sorrindo no meio de tantas lágrimas, pedirei para que nenhuma morte seja capaz de levar o amor que sentimos.
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