quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pesado pesadelo



Em um mundo imaginário entrou, sem promessas de volta, seu espirito ficou. Monstros surgiam em sua mente, e anjos fugiam de seu tormento. Era um quarto escuro com duas pessoas meramente conhecidas, uma janela para decida, que mostrava cenas passadas para serem restauradas e revividas. Em segundos, imagens apagadas, passos derrotados, sapatos rasgados. As pessoas sumiram por baixo de lençóis, sem deixar vestígios de para onde partiram e se foram sós. Uma porta a ser aberta, um medo do desconhecido que habita o outro lado, e do que poderá ser encontrado. Ao abrir, pessoas amarradas surgiam, e para muitos seus caminhos não existiam. Almas desnorteadas, um labirinto em um manicômio, com uma fé e seu abandono. Mascarados e pintados aterrorizando quem se atrevesse a sair de seus quartos mofados. Correntes clichês, dignas de filmes antigos, bizarros e com ar de assustador medíocre. Todos com direções opostas, recordações imaginárias e levezas compostas. Entrara novamente em seu quarto, fugindo do escuro, por trás de escadas amaldiçoadas e destroçadas. Deitada na cama ficou, em seu próprio tempo parou, chorou por querer partir, até que alguém do seu lado ficou, pronta para ajuda-la a prosseguir. Podia gritar para ser acordada, sendo ouvida por quem estava do outro lado, gritava e gritava: “Acorda, acorda, já está tarde para quem esteve na cova”. Até que seus olhos abriram, e de volta em seu quarto seus pensamentos diminuíram, com travesseiros ao seu redor, e seu lençol enrolado com um nó. De seu pesado pesadelo saiu, e no além a sua porta de entrada surgiu.  

domingo, 3 de junho de 2012

Maturidade



Sou imaturo por amar de mais, por perder demais, por errar demais. Sou imaturo por pensar demais, imaginar demais, sonhar demais. Imaturidade por querer, por correr e por se esconder. Talvez uma imaturidade por estar no caminho certo para mim e no errado pelos outros. Ser imaturo por uma atitude ou uma palavra, por demonstrar o que sente e falar o que acha. Uma pequena imaturidade por mentir um horário, passar por um atraso ou apenas por querer tudo. Sou considerado imaturo por dizer que posso aprender qualquer coisa, sentir qualquer coisa, e amar qualquer um. Sou imaturo por dar minha opinião, porque querer do meu jeito, por talvez ter dificuldades que outros não tenham. Imaturidade por beber, por um dia me drogar, por transar. Uma imaturidade por ter diversão e obrigação. Imaturo por não ter a capacidade de passar noites em claro apenas concentrado em trabalho. Imaturo por sorrir para quem não merecia. Imaturo por sofrer de menos por quem merecia lágrimas demais. Sou imaturo por gritar ao mundo e me virar contra ele quando necessário. Sou imaturo por bater o pé no chão para pegar impulso para um longo voo. Tanta imaturidade por não ser um espelho, não ter o reflexo de outros, e ter a consciência limpa em cima de qualquer atitude tomada, de qualquer lembrança requisitada. Sim, imaturidade, por não deixar que entrem na minha vida para estraga-la, por não permitir que queiram mudar ou destruir qualquer sonho que há em mim. Sou imaturo por ter a mente aberta e por aceitar todos do jeito que são. Talvez eu seja visto como imaturo pela minha idade, ou por estar à beira de um abismo e saber rir da situação. Uma imaturidade madura, aquela em que posso ser quem sempre quis, mudando ou não o mundo, fazendo ou não uma história, apenas eu, aquele em que a maturidade é grande o suficiente para saber que para o meu caminho eu tenho os melhores planos, e somente eu sou capaz de muda-los.  “Idade são números, maturidade é cabeça”.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Eu estou viva



Eu cometi erros repetidos, eu aprendi repetidamente. Eu chorei por um momento, eu sorri por um longo caminho. Eu disse adeus a quem não merecia, eu sofri por quem perdia. Eu li, reli, e vi as mesmas letras, as mesmas imagens, mas no fundo com sentido e cores diferentes. Eu dancei e cai, levantei e me ergui. Eu interpretei e interpretarei até meus últimos segundos. Eu me entreguei ao calor, eu amei ao luar. Eu corri de mim mesma, eu fugi da minha própria sombra. Eu senti medo, eu berrei, abri os olhos e notei que tudo não passava de um pesadelo. Eu pequei a cada porta, eu perdoei a cada entrada. Eu sonhei, eu realizarei. Eu rezei, orei, me ajoelhei a quem me levantava todos os dias. Eu protegi com todas minhas forças, eu guardei com todo meu cuidado. Eu menti para o bem, eu iludi para o mal. Eu insisti em ver o céu, eu resisti ao cair no inferno. Eu bebi as escondidas e cuspi em cada esquina. Eu lembrei, recordei, eu esquecerei. Eu fui cedo demais, eu voltei tarde demais. Eu me diverti, pulei, brinquei. Eu joguei, eu perdi, me enganei e ganhei. Eu escrevi detalhadamente, eu estudei quase tudo da minha mente. Eu cantei em todos os eixos e me encantei a cada desfecho. Eu me agarrei a uma pedra, eu me larguei em um precipício. Eu quis pular, saltar, mas preferi ficar. Eu morrerei, mas enquanto puder escolher viver, eu viverei e sentirei cada parte de mim mais viva, caminhando ao lado dos que estiveram aqui.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quase paraíso



Pensei em algo para dizer, apenas tão distante do seu olhar, eu poderia seguir sua voz até chegar a algum lugar. É tudo sobre você que eu vim dizer em questões sem respostas. Sentindo a única razão para não morrer, e não deixar viver. Tinha tempos que seguraria para não esquecer, por favor, seria o mais seguro. Mas para algo tão longe de mim e de você, poderia nunca mais rever. Fechando os olhos para viajar até onde nossa força iria. Eu gostaria de saber tudo sobre você e mais do que eu poderia imaginar, um “sobre” que me lembre de segundos apenas relembrados.  Fechando os caminhos que confiava do passado, partindo com o medo louco que podia dizer que meu coração mantinha aberto para meu amor que sangrava. Podia abrir aqui o que gostaria de ter fechado ontem, nada ao longo de vidas que um dia poderíamos esquecer. Talvez não queira dizer, e nem sentir, apenas dessa vez poder fechar os olhos e flutuar. Um rosto que mostrava um “quase paraíso” que nunca tinha visto pelos túneis que passei. Tudo que deveria fugir da minha mente permanecia por mais um dia, e continuaria até a esperança me levar até o meu “quase paraíso” de novo. Como deixei ir? Será que deixaria novamente se soubesse que ficaria sozinho essa noite? Poderia sentir o outro lado onde o vento cortaria meu rosto lembrando o adeus, o adeus mais certo que tinha dado embaixo da janela que me confortou, pretendendo que tudo ficasse bem, sozinho naquela noite. Tão perto de tocar o que sabia que voaria e nunca mais traria a sorte, o apagado de um deixado para trás, senti um amor melhor do que sentiria futuramente.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Disaster


In times that the poison trickling by mouth through the voice hoarse, reflected by echoes of lies. Cutting the illusions traveled in the veins. What transcribe left fallen at the reasons that reached anywhere. Intoxication doesn't leave that your final be uncovered for less than simple darkness. The coagulation was the same as when wanted to remember those who ran your head, those who completed their fears and tremors. Sank on promises that could only sleep while was in the solitude of sleepiness. Maybe their plans were to leave the pain that some extended to you. About you were just tortures that forgiveness will never be worth, with one "all right" to have someone trustworthy having your best time on your side. You were better than their mistakes? Better than your stammering disturbing the midnight of a nightmare? And if everybody committed your stupidities by simple pleasure of see others lost? And if along it we were in a final long that only burn that fire we had with so much modesty? Let that your glasses cut what you one day would have destroyed. You wanted a crazy, one love, one chance, one reason... Everything was just a nothing, injury, disaster. Again it was given and maybe your happiness was bitter so much to continue. Your walls haven't longer sweat transpired by sighs that we let without we care. Giving back and watching out what was about to repeat several times, that disaster, the same disaster. Your cards will be distributed by all your trial that purgatory that both yielded divine promises. So tell me now that you can't play with fire. That area for who would be the preferred, for who would be dancing in your ground broken unhappiness. No label for what was lost, and for which would abandoned. These words don't serve you don't know clean what walks shedding by changes. In a path with its many doors, your door should have been the only that never dominate the key.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Loucura, pecado e horror



Ele havia riscado todas as paredes acinzentadas de suas  escolhas, mas seus pensamentos permaneciam mostrando a agonia de uma aura suicida. A melancolia escorria pelo seu suor, definindo seus piores momentos de uma passagem pelo inferno, onde seus pecados eram mostrados a cada sopro do diabo. As chamas deixavam seu horror a mostra, e sua coragem era covarde perto de seus pavores, transformando assim seu estado sonolento em loucura diante de uma decepção. Sua inconsciência levava seus sinais vitais a pulsarem no sentido de sua única direção. Seus traumas estavam refletidos nos pecados de seu suicídio, com a luxúria em alto nível, e sua avareza derramada ao redor do seu corpo caído pela escada. Cada procedimento exposto com as tragédias feitas pelas suas próprias mãos ensanguentadas de delírios, delírios de sua morte. Tanta loucura usada em cada um dos seus pecados, deixando aos seus destinatários todo o horror que seus rabiscos significavam.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lampião



Os tremores visíveis e transtornados, a melancolia de algo descrente. Uma força colocada de frente ao medo que será enfrentado. Com tesouras cortando memórias mal entendidas no futuro. Pânico de estar perto de quem o julgou incapaz, inferior a todos. Livros, fotografias, de uma sombra capaz de sentir gratidão. Pesadelos formados por traumas incompreensíveis. Em uma grande escuridão que a cada luz acendida mostra sua inocência, refletida em profundos olhos negros. Transparente apenas para os de mentes mais abertas, identificadas. Correntes sendo arrastadas como principio de chegar a ancora que seguraria e apoiaria todos os seus sonhos. Algo mantinha seu olhar, o qual perfurava sua melhor forma, por mais obscura que fosse. Seu túnel iluminado por apenas um lampião, o lampião que iluminava a sua imaginação. São reflexos não compreendidos, mas adquiridos por loucos capazes de viver tal loucura.